A importância de vegetar um pouco

Parece estranho o título de um post assim, mas vamos lá:

Quem nunca parou para olhar o céu, imaginar desenhos nas nuvens? Quem nunca ficou escutando uma música, e parou tudo o que estava fazendo só para ouvir a letra, imaginar um cenário, sei lá? Pegar uma folha de papel, encher ela com desenhos de bonecos ou escrever as primeiras palavras que vem na sua cabeça, por menos sentido que elas façam?

Pra que tudo isso? Vegetar faz bem, por menos sentido que isso pareça fazer. Faz bem não pensar em nada de vez em quando, liberar sua mente de qualquer idéia, e deixar que as coisas fluam. Parece meio loucura isso, mas eu sempre sinto que eu produzo mais quando não estou pensando ativamente naquilo que estou fazendo, simplesmente deixando “fluir”. É como tocar piano – quanto mais você tenta acertar o movimento das duas mãos, mais difícil fica. Mas quando você “esquece” de prestar atenção, parece que a coisa vai mais fácil.

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Linguagem de Programação GO

Hoje, algumas pessoas no twitter e até mesmo aqui na UFABC me mandaram um link: http://golang.org/. Parece que é uma linguagem desenvolvida pelo Google, para procedimentos internos, sejam lá quais eles forem.

Resolvi dar uma olhada no site, nos exemplos, para ver o que há de novo. Primeiramente, o típico “Hello World” em Go:

package main
import "fmt"

func main() {
  fmt.Printf("Hello, world\n")
}

Minha primeira impressão foi: meu Deus, reinventaram o Java! Sintaxe C/C++, construções estranhas (fmt.Printf?). Mas fica pior:

func nextInt(b []byte, pos int) (value, nextPos int)
func ReadFull(r Reader, buf []byte) (n int, err os.Error)

Percebem? Uma função chama-se nextInt, a outra ReadFull. Me lembra do PHP e suas funções sem padronização de nomes… e a sintaxe?
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Programação Procedural em Java

Ok, o título parece estranho, mas é algo que me preocupa: Afinal, POR QUE as pessoas confundem tanto desenvolvimento orientado a objeto com procedural? Recentemente eu fiz uma integração do Jasper com Ruby (projeto Jasper on Rails, no meu github) e me vi tendo que usar a API do Jasper. É mais ou menos assim (em JRuby):

  modelo = "#{DIR}/arquivo.jasper"
  dados = File.read("#{DIR}/dados.xml")
  str_reader = java.io.StringReader.new(dados)
  input_source = org.xml.sax.InputSource.new(str_reader)
  documento = JRXmlUtils.parse(input_source)

  params = {
    JRXPathQueryExecuterFactory::PARAMETER_XML_DATA_DOCUMENT => documento
  }
  fill = JasperFillManager.fill_report(modelo, params)
  pdf = JasperExportManager.export_report_to_pdf(fill)
  return String.from_java_bytes(pdf)

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Jasper on Rails

Esses dias comecei a estudar como integrar algum sistema de relatório ao Rails. O problema principal é que nenhum sistema de relatórios possui editor visual (para Layout, essas coisas fazem uma diferença…). Felizmente, existe o Jasper, com o iReport que Read more…

DataMapper versus ActiveRecord

Outro dia, tive um problema chatíssimo com o ActiveRecord: eu precisava criar um código de autenticidade, que conteria várias matrículas, que conteria várias disciplinas. O problema é o seguinte: Essas matrículas só seriam válidas se, por exemplo, o total de créditos das disciplinas não ultrapassassem um determinado número. Logo, resolvi fazer a validação no modelo de autenticidade, da seguinte forma:

class Autenticidade < ActiveRecord::Base
  MAX_CREDITOS = 40
  has_many :matriculas
  has_many :disciplinas, :through => :matriculas
  validate :credito_alto?

  def credito_alto?
    total = disciplinas.inject(0) { |r, v| r += v.creditos }
    errors.add(:disciplinas, 'créditos acima do permitido') if total > MAX_CREDITOS
  end
end

class Matricula < ActiveRecord::Base
  belongs_to :disciplina
  belongs_to :autenticidade
end

class Disciplina < ActiveRecord::Base
end

Ok, o problema agora é o seguinte: Se eu crio uma autenticidade, com o parâmetro :disciplina_ids => [1, 2], por exemplo, e a autenticidade não é válida, nenhuma nova matrícula é criada – como deveria ser. Agora, se eu atualizo uma autenticidade, com o  autenticidade.update_attributes( :disciplina_ids => [1, 2]), e essa autenticidade não é válida, o ActiveRecord salva as matrículas. Nesse caso, eu tenho uma inconsistência na base de dados feia – e precisava encontrar uma alternativa que não envolvesse muitos hacks, coisa que ainda não encontrei. Mas isso me estimulou a pesquisar o DataMapper.

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Creo, ergo sum

Inaugurando oficialmente o blog, posto uma mensagem interessante: Crio, logo sou. Esse será um blog sobre desenvolvimento – mais precisamente, desenvolvimento em Ruby. Claro, poucos desenvolvem profissionalmente em ruby, e eu tenho a sorte de ser um deles. Alguém já Read more…