Divagações
Ensaio Sobre a Violência
Este será um post totalmente off-topic*, mas tudo bem.
Quando eu era mais novo, lá para a minha pré-adolescencia, lembro de ter assistido ao filme “Ghost – do outro lado da vida”. Muitos já devem tê-lo assistido também. Lembro que na época, meu pai estava começando a seguir o espiritismo, e não lembro mas acho que foi por este exato motivo que estávamos assistindo ao filme. Lembro também de ter comentado que os vilões meio que se matavam sozinhos, e meu pai concordou comigo, mas por algum motivo aquilo não me pareceu certo… parecia que tinha algo muito errado com o filme, com a forma como o personagem principal enfrentava os vilões, mas antes de explicar direito o que eu pensei, vamos para outro filme: “Jogos mortais”. Numa primeira comparação, parece que o vilão de Jogos mortais é bem mais cruel e perverso do que o mocinho de Ghost, porém fazendo uma comparação mais completa, isso não é verdade.
Vendo pelo seguinte lado: em Ghost, o personagem principal morre, e como fantasma caça seus assassinos. Quando os encontra, os assombra até que eles, assustados como nunca, acabam se matando “sozinhos”. Soa familiar? O estranho é que, para a maioria das pessoas, Sam (de Ghost) não é um “vilão” como o de Jogos mortais, por exemplo, embora a atitude de ambos os personagens é exatamente a mesma. Talvez possam vir papos do tipo “mas os personagens que Sam mata são assassinos, e ele faz isso sem intenção, blá blá”, mas a verdade é que isso não importa a mínima – a reação que parecemos ter quando uma pessoa é morta difere demasiadamente dependendo se a pessoa era “boa” ou “má”.
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